Esclarecimentos ao Público sobre Astrologia e Orientações Técnicas aos Astrólogos

Lilith, a suposta Lua Negra

Não se deve Calcular e Interpretar Lilith, a suposta Lua Negra, pois tal astro nunca existiu e seus cálculos nos softwares astrológicos é relativo ao  Apogeu Lunar – ponto da órbita da Lua em que se encontra mais longe da Terra.

Há pouca estatística sobre o efeito do Apogeu Lunar na interpretação astrológica, portanto, muito do que se atribui ao Apogeu Lunar deve ser considerado como duvidoso.

É um erro grave renomear o Apogeu Lunar para Lilith, alterando sem necessidade a nomenclatura astronômica internacional para esse fenômeno.

Além do que foi deixado pelos grandes nomes da Astrologia Mundial e Meteorológica o único trabalho sério e utilizável sobre os efeitos do Apogeu Lunar se deve aos Laboratórios Sandia do Novo México para a Comissão Norte-Americana de Energia Atômica.

Planetas Uranianos

Não se deve calcular, nem interpretar os chamados Planetas Uranianos, pois tais astros não existem, são criações de uma imaginação fantasiosa. Não estamos fechados à pesquisa de novos planetas, mas, para que o astrólogo comece seu trabalho, deve utilizar dados precisos da órbita de um astro, portanto, de um corpo real no espaço, e depois disso pesquisar por muitos anos sua influência direta ou derivada sobre o homem e a sociedade.

Os próprios nomes dados a esses chamados astros uranianos são feitos para confundir a verdadeira Astrologia: Apolo, Afrodite, Zeus, Cronos, Hades etc... nomes gregos relativos ao Sol, Vênus, Júpiter Saturno e Plutão, astros já existentes e reais.

O método de projeções aritméticas e ou geométricas usado para criar esses fantasmas ( método de Bode-Titius, retificado e extrapolado por outros ) é impreciso e inadequado, apresentando distorsões a partir de Urano e que se agravam em seguida.

Quíron

Não se deve usar o Planetóide errante ou Cometa Quíron? 

É temerário usar um astro em Astrologia cuja órbita é decididamente irregular e que até hoje não se sabe com certeza se é um asteróide ou um pequeno cometa que está progressivamente perdendo o núcleo.

Astrólogos oportunistas (principalmente nos Estados Unidos) inundaram o mercado de Efemérides e livros de Interpretação de Quiron, meses apenas após sua descoberta em 1977.

As efemérides existentes de Quiron não são confiáveis – e, até que se possa determinar com segurança sua posição verdadeira, sua interpretação será, no mínimo, duvidosa e inadequada para utilização imediata.

Astrologia Kármica

Muito na moda hoje em dia, é apresentada como a última novidade e supra sumo da nova Astrologia.

Há duas visões da Astrologia: a Espiritualista e a Materialista:

A visão espiritualista da Astrologia

Para os Astrólogos espiritualistas, sérios e responsáveis, seria pura redundância falar em Astrologia Kármica.

O Mapa Astrológico de nascimento é um saldo final da última vida, portanto tudo o que aparece como maus aspectos numa Carta Astrológica de Nascimento representa lições mal aprendidas ou deficiências da vida pretérita, e, portanto, débitos.

E tudo que aparece como boas posições e bons aspectos representam seus créditos ou virtudes desenvolvidas.

Sendo a Carta Astrológica de Nascimento um saldo do passado, jamais seria possível, através dela, visualizar-se outras vidas passadas --- somente a última, que deixou seus resíduos no nascimento atual.

Fazer horóscopos de várias vidas passadas revela ingenuidade ou despreparo em termos de Astrologia ou Cosmo-Análise e chega perto da exploração da credulidade pública.

A visão científico materialista da Astrologia

Não tem preocupação alguma com tal ocorrência, vê a influência dos Astros como interdependência universal entre Homem-Cosmos no Eco-Sistema Cósmico.

Astrologia Humanística ou Astrologia Holística

Nunca houve uma Astrologia não-humanística ou não-holística.

A Ciência Astrológica, por sua própria essência e definição, sempre teve como preocupação central o Homem, o Universo, a Vida e a Natureza, totalmente interligados e inter-dependentes.

Jamais viu a Carta Astrológica de um indivíduo, de uma Entidade ou Ocorrência como fato isolado do meio em que ocorre.

Os bons astrólogos do passado e do presente sempre tomaram por base a evolução maior ou menor de cada indivíduo quanto à vivência mais grosseira ou mais sutil das influências astrais em vigor.

Sempre respeitaram o Livre-Arbítrio e olharam a Astrologia como parte do conjunto da vida e nunca como valor absoluto.

Lua Fora de Curso

Lua Fora de Curso ou Lua Fora de Susto?

Os antigos astrólogos nomearam o curso da Lua quando isenta de aspecto como feral ou Vazia de Curso, isto é, quando não consegue formar um aspecto pártil ou aplicativo antes de deixar um signo e entrar no signo em que estava ao nascer a pessoa.

Considera-se essa posição, seja para a Lua, seja para os planetas, como solta, sem firmeza ou estabilidade.

O mesmo é interpretado em Astrologia Horária com os trânsitos de um dado momento cósmico, designando falta de objetivos ou de finalidade.

Há muito pouco apoio para esta doutrina, mas não se deve descartar a experiência.

Muitos investigadores concluíram que, na antiguidade, sem a visão telescópica que ampliou a observação celeste, viam-se a olho nu muitas áreas (supostamente) vazias no espaço que separava as constelações ou signos, o que acabou levando a uma falsa interpretação da posição lunar ao passar de uma constelação ou signo para outro.

Não vamos entrar no mérito desta afirmativa, mas dá o que pensar.

Duas coisas são muito importantes:

O termo "Fora de Curso" é muito infeliz em termos astronômicos, pois sugere que a Lua saíu da sua órbita, o que é um absurdo.

Recomenda-se usar o mesmo termo que os antigos: "Vazia de Curso ou Feral".

É inútil calcular posições de Lua Vazia de Curso sem o conhecimento e o cálculo de aspectos ou ângulos horários ou ascensionais. 

Para ter esta noção correta o Astrólogo obrigatoriamente deverá ter estudado Astrologia Avançada, com cálculos de Direçöes Primárias Mundanas e Zodiacais, mediante funções trigonométricas.

Olhar direções primárias com uso do Programa Vega, Pegasus, ou outros, sem ter aprendido o porquê das coisas, pode ser cômodo, mas é inútil quando não se compreende o fundamento das Direções Primárias, que estabelecem ângulos ou aspectos mundanos baseados na rotação da Terra, não nas distâncias zodiacais.

Basta lembrar que cada 4 minutos de tempo de rotação da Terra corresponde a aproximadamente 1º (um grau), (ou um ano de vida, por Direções Primárias).

Estima-se que a Lua não permaneça mais que 20 minutos sem formar um aspecto mundano, portanto, as tabelas de Lua Vazia de Curso, do modo como vêm sendo feitas, são uma verdadeira ficção.

Aspectos Mundanos e Zodiacais

Seu Mapa Natal não poderá ser analisado corretamente se não forem acrescentados os aspectos Mundanos e Zodiacais (na maior parte das vezes os zodiacais são iguais ao cálculo trivial).

Use o mesmo recurso indicado no item 6 e você verá que a maior parte das coisas mal explicadas num mapa ficarão esclarecidas, enriquecendo seu mapa com aspectos que antes não apareciam.

Devido à rápida Rotação da Terra, a órbita de aspectos mundanos ou ascensionais é muito estreita, sendo mais ou menos ideal uma órbita de 3º (três graus). Calculando, com seu Software, suas Direções Primárias, todo aspecto que apareça até 3 anos de idade constituirá um aspecto mundano e zodiacal de seu Mapa Natal.

Observe no Programa os aspectos ou ângulos maiores formados pela Lua (Conjunção, Sêxtil, Quadratura, Trígono e Oposição). Voce irá constatar que dificilmente se passarão mais de 15 minutos (o equivalente a 4 anos de vida ) sem um aspecto exato formado com a Lua.

Acrescente ao seu Mapa os novos aspectos assim descobertos e veja quantas coisas ficam mais claras na sua vida. O estudo das Direções Primárias num Curso Regular fará com que você entenda exatamente o que ocorre.

Lembre-se: até os primeiros 15 Séculos da Era Cristã os maiores astrólogos da antiguidade -- verdadeiros gênios que faziam as mais notáveis e exatas previsões usando apenas 7 planetas – todos eles usavam somente Direções Primárias --- depois aperfeiçoadas com o uso da trigonometria esférica.

Mais tarde, entre os séculos XVI e XVII se redescobriram as Direções Secundárias, já usadas na antiguidade, (Velho Testamento) mais fáceis de calcular e portanto muito úteis aos Astrólogos, mas de resultado inferior às Primárias.

Um lembrete importante: o cálculo de Direções Primárias só terá sentido para aqueles que possuem Hora exata de nascimento, pois, dependendo da rotação da Terra, cada 4 minutos produzirão uma diferença de um ano nas previsões. Assim, será preciso fazer o acerto da hora do nascimento com um astrólogo experiente.

Nas altas Latitudes, além dos Trópicos, os Signos de Curta e Longa Ascensão produzirão ainda grandes diferenças de curso nesses 4 minutos.

Após todos estes esclarecimentos, olhe as supostas Tábuas de Lua Fora de Curso, publicadas pela má imprensa astrológica. Elas vão dizer que a Lua estará Fora de Curso por 8, 10, 12, 14 horas, quando na realidade isto não ocorrerá por mais do que alguns minutos!

Os aspectos ou ângulos Mundanos ou Ascensionais são muito mais poderosos em efeitos do que os zodiacais. Os aspectos zodiacais dão potencialidades, enquanto os mundanos ou ascensionais dão condições de materialização dos efeitos. Assim, um mapa sem os aspectos mundanos será sempre um mapa incompleto. Como será sempre incompleto um astrólogo que não estude e não compreenda Direções Primárias.

ADVERTÊNCIA: Além dos recomendados VEGAPLUS e PEGASUS não existem neste momento no Brasil (e muito pouco no mundo), Programas que calculem com precisão as Direções Primárias, Mundanas e Zodiacais. Assim, tenham muito cuidado com falsas direções primárias.

Lamentavelmente nenhum destes dois bons Programas calcula Paralelas Mundanas, muito poderosas e que deram origem ao cálculo de Pontos Médios; e também não acrescentam os aspectos mundanos ou zodiacais (os que não são repetidos) no relatório e no desenho do Mapa Natal.

Orbe de Casas

Interpretação das Casas Terrestres e dos Ângulos, sem usar órbitas: Por muitos séculos e até milênios, os antigos e bons astrólogos se utilizaram de órbitas, ou raio de ação da influência para determinar o efeito de um astro nesta ou na outra Casa entrante, ou Signo.

Essa experiência secular mostrou que a órbita de influência de uma Casa Angular (1, 4, 7 e 10) é de 1/3 (um terço), para dentro do tamanho da Casa anterior, enquanto que a órbita de uma Casa Sucedente (2, 5, 8 e 11) ou Cadente (3, 6, 9 e 12) é de 1/6 ( um sexto) para dentro da Casa anterior.

Mesmo para Casas Sucedentes e Cadentes - a partir de 1/3, as influências das duas Casas se mesclam, se misturam. Tudo isto se comprova mesmo em Astrologia Mundial e Meteorológica.

Isto se confirma através da observação sistemática e se ancorou nos fenômenos luminosos.

A entrada de um astro num Signo ou numa Casa, (e mesmo no caso dos Aspectos), é como a aproximação e afastamento da Luz, que suplanta a posição matemáticamente exata, com a passagem do centro do astro pela linha divisória de Signos ou Casas.

Faça um teste: Coloque uma linha no chão e ponha um farolete a 1 metro de altura, com o foco de luz sobre a linha divisória, e você terá uma idéia aproximada do que ocorre. A Luz irradia para os dois lados da linha divisória, e voce nunca mais vai esquecer disto.

Isto foi confirmado sem qualquer dúvida pelas pesquisas de Leon Lasson, de Michel e Françoise Gauguelin e de muitos grandes Astrólogos do mundo todo com milhares de comprovações estatísticas.

Infelizmente, muitos estudantes, por ignorância ou mau aprendizado, fazem interpretações errôneas, colocando os planetas nas casas erradas, por não considerarem nelas as órbitas corretas.

Pasmem, já observamos pessoas tão desonestas para consigo mesmas, que usavam sua Carta Astral com ou sem órbita nas Casas, porque tal ou qual posição lhes era mais agradável. Não é para rir?

Também não se deixe iludir por informações parciais: é muito comum que os livros e as apostilas simplifiquem as coisas e determinem 10º (dez graus) para as Casas Angulares e 5º de órbita, para dentro das Casas anteriores, Sucedentes e Cadentes.

Isto é quase verdade, principalmente quando se refere a mapas de Latitudes baixas, entre o Equador e os Trópicos -- onde as Casas são de tamanho igual e próximo de 30º (trinta graus).

Estas órbitas fixas distorcem a posição dos planetas, quando o mapa é de altas latitudes.

Para evitar esta meia-verdade, que dá margem a falsos cálculos, rogamos às Escolas Reconhecidas que se utilizem das órbitas:

1/3 para dentro da Casa anterior no caso das Angulares: 1, 4, 7, 10;

1/6 para dentro da Casa anterior no caso de Sucedentes e Cadentes: 2, 3, 5, 6, 8, 9, 11, 12.

1/3 para dentro da Casa anterior para mescla de efeitos entre Casas Sucedentes e Cadentes.

Tome sempre como base para o cálculo, o tamanho da Casa anterior.

Tanto o Programa Vega como o Pegasus, excelentes softwares astrológicos, permitem a correção das órbitas de Casas.

Você fará interpretações muito mais perfeitas.

Atualizado em 17/07/2011