ABA - Orden Nacional dos Astrólogos e Cosmo-analistas

O Verdadeiro Regente de 2008 no Brasil

Para se descobrir qual o planeta regente do ano não basta seguir uma tabelinha seqüencial, como faz a astrologia folclórica. É preciso calcular o Mapa do Ingresso do Sol no signo de Aries, a cada ano – e para cada lugar da Terra. Não há, pois, um regente do ano para todo o mundo, e o ano astrológico não começa a 1º de janeiro de 2008, o que seria muito conveniente, mas sim em 20 de março de 2008 às 05h48m (AM) GMT = 02h48 em Brasília.

Portanto, fazendo Astrologia séria (com A maiúsculo), o que certamente dá muito mais trabalho e requer muito mais preparo e estudo de parte do Astrólogo (também com A maiúsculo) – veremos que a Carta de Ingresso do ano de 2008, quando o Sol entra a 0º de Áries, ocorre no dia 20 de março às 02h 48m (AM) em Brasília, hora de início do ano astrológico.

Observamos nesse Mapa que o Regente do Ano é Netuno, sem sombra de dúvida, e não Marte, como está propagando a mídia. Em posição angular, no Ascendente.

Marte seria o regente do ano somente pela Tabela fixa e sequencial dos Caldeus. A suposta vantagem do regente do ano Caldeu é que serviria para o mundo todo, enquanto o Regente do ano da Carta de Ingresso precisa ser calculado para cada região da Terra.

O trabalho mais completo sobre o assunto dos regentes Caldeus do ano está na obra: The World Horoscope - Hebrew Astrology, do famoso astrólogo Sepharial (Walter Gornold), inclusive com os Ascendentes do Horóscopo do Mundo para cada ano e a aplicação para cada país.

Esse ciclo de 36 anos, com tábuas de sequência uniforme e fixa era muito comum na antigüidade para explicar aquilo que não se conseguia situar com a análise dos 7 planetas visíveis. O mesmo ocorre com a regência por decanatos de 10º dos Caldeus e Indus e ou faces de 5º dos egípcios.

Também na Índia a astrologia folclórica se utiliza dos "asterismos", com uma enormidade de ciclos, maiores e menores como em círculos concêntricos, que acaba ficando assim: O Ciclo do ciclo do ciclo do ciclo do ciclo ...........cheios de manobras de cálculo matemático para justificar qualquer coisa. Uma lástima.

Não existem ciclos redondinhos em números inteiros no Cosmos. Experimente utilizar um dos ciclos mais fáceis de calcular, o de Júpiter, e tente fazê-lo em múltiplos inteiros de 12 – que é o que tenta fazer a astrologia folclórica chinesa, ancorada nos ciclos de 12 anos. Pegue sua Efeméride e confira, e verá que a posição não se repete de maneira regular, já que os astros aumentam de velocidade no periélio e diminuem no afélio. Portanto, somente o cálculo apurado das posições reais é que vai dizer o que os astros indicam.

Construir inúmeros ciclos sobre ciclos – e isto para cada um dos planetas – gera um verdadeiro borrão de círculos sem fim, uma massa confusa e desconexa. No meio dessa confusão, qualquer coisa vai estar prevista, e isso nada tem a ver com a verdadeira Astrologia, e se torna mero cálculo de probabilidades baseados numa determinada quantidade. Esse cálculo, porém, é altamente desonesto, porque no meio de centenas de ciclos para cada pessoa, tudo poderá estar indicado. Se não foi esse que previu será o outro e assim até o infinito, já que são centenas de ciclos. Dezenas para cada planeta.

Às vezes até acontece de o ciclo folclórico coincidir com o real numa determinada região ou país, e foi o que ocorreu com o Brasil em 2006. A Carta de Ingresso do ano tinha Saturno no Ascendente, regendo o ano; e o sistema Caldeu indicava 2006 como ano de Saturno. Mas é como ocorre com tudo que se baseia em tabelas fixas: “bate” numa ocasião e desfoca em todas as outras. Como diz o povo, mesmo o relógio parado, duas vezes por dia está certo.

Esse foi o motivo do fracasso do Biorritmo, que se utilizou do número inteiro de 28 para indicar o Ciclo Lunar. O Ciclo Lunar, muito verdadeiro, era baseado nos chamados "dias críticos" dos astrólogos médicos da antigüidade, que previam o agravamento das doenças quando a Lua passava a cada 45º, 90º, 135º e 180º de sua posição radical ou do ponto zero ou princípio de uma enfermidade. Isto é real, funciona muito bem e está sendo utilizado pela Universidade de Roma (Medicina) com o nome de Ciclagem, e foi confirmado pela Comissão Norte Americana de Energia Atômica, na pesquisa sobre 25 anos de acidentes nos Estados Unidos.

Mas o Ciclo Lunar não pode ser utilizado com tabelas fixas, e sim com a passagem real da Lua nos ângulos mencionados, e a única forma de ver isso é consultando Efemérides planetárias. Assim, o Biorritmo ficou desacreditado porque se baseou nas famosas tabelas fixas, muito cômodas, mas não confiáveis. O ciclo fixo coincide com o verdadeiro por um tempo e depois desfocava na maior parte da previsão.

Um bom método para calcular o Regente do Ano para todo o planeta Terra seria com base na passagem da Terra pelo Perihélio. Mas fica impossível hoje em dia porque, infelizmente, as Efemérides disponíveis têm apresentado essa posição em horas redondas e portanto sem a precisão requerida, o mesmo ocorrendo com as informações astronômicas no site da NASA; a maioria das Efemérides nem sequer citam essa posição. As Efemérides Heliocêntricas a calculam, mas não há segurança alguma de que sejam as posições corretas, já que não confere com nada do que se tem publicado.

Assim, desconfiamos que ninguém tem um método correto para calcular o Periélio, embora, aparentemente, a Astronomia tenha divulgado Equações para esse cálculo, que depende do momento exato em que a Terra estará mais próxima do Sol.

Outro método – este mais acessível – para verificar qual é o Regente do Ano para todo o planeta é o de se calcular a Carta de Ingresso para a Grande Pirâmide de Gizé, (próximo do Cairo-Egito), que é o lugar por onde passam os paralelos e meridianos que contêm a maior parte das terras emersas do globo. Mesmo aí não há consenso, já que alguns preferem o Meridiano de Greenwich como referência, porque acreditam que a mônada evoluinte se bandeou para o ocidente. Isto, porém, não tem suporte técnico correto, porque esse meridiano foi imposto na época que a Inglaterra era a Senhora do Mundo.

Preferimos, assim, optar pela Pirâmide, que também dá Início ao Zodíaco Fixo Sidéreo projetado na superfície da Terra como 0º de Áries. Enfim, todos esses métodos deixam algo a desejar, e o único que merece confiança e foi testado milhares de vezes é aquele indicado pela tradição, ou seja, calcular-se o Regente do Ano para cada região através da Carta de Ingresso de 0º de Aries para a Latitude e Longitude de um determinado lugar.

Quando nos utilizamos desses artifícios folclóricos nos identificamos com as multidões ignorantes, que lêem horóscopos de jornais, pois foi para elas que se criaram as tabelinhas fixas. Talvez fosse uma artimanha dos nossos progenitores – mais ou menos como os dias da semana, dedicados cada um a um deus mitológico e a um planeta visível -- para garantir que o povo comum guardasse na consciência a influência dos astros. Assim, somente quem se aprofundasse descobriria como realmente tudo funciona.

Recomendamos às Escolas Reconhecidas pela ABA que esclareçam de forma completa seus alunos sobre estas questões, evitando os conceitos meramente folclóricos da Astrologia.

Em nome da Comissão Técnica,

Vera Facciollo

Presidente da ABA



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